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  • Thaís Marques

A SIMPLICIDADE DO SENTIR

Vez ou outra encontro pela linha do tempo do Facebook algumas ilustrações que retratam o amor, uma delas que inclusive foi bem compartilhada me chamou atenção por um motivo: a simplicidade.

São 'retratos' de cenas cotidianas que por mais simples que pareçam, fazem parte da realidade de casais que se sentem completos apenas com a companhia um do outro.

Nisso comecei a refletir um pouco sobre o amor, o tal do amor tão presente em poemas, livros, músicas, mas pouco presente hoje em dia, não generalizando, é claro, mas é possível notar que os 'eternos românticos' de algumas décadas atrás, já não são tão românticos assim.

Eu por exemplo não ganharia um prêmio de eterna romântica, longe disso, mas carrego comigo o essencial que creio ser conseguir ver através de coisas simples o porque de decidir compartilhar a vida com alguém. E sim, decidir. Até porque ninguém é colocado na vida do outro sem querer, sem saída, é tudo uma questão de sim ou não, mais simples do que parece.

Segundo o dicionário, o amor é: 'forte afeição por outra pessoa; nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais; atração baseada no desejo sexual;'. Resumiria tudo isso em: convivência.

É a partir dela que você vai realmente conhecer quem diz amar, aprender, acrescentar e compartilhar. É com a rotina que vai perceber que os momentos mais simples se tornam ótimos apenas pela companhia. Vai aprender que nem sempre aquela busca pelo ideal do 'temos gostos em comum' faz sentido, o diferente é que vai te fazer ver o mundo com outros olhos.

Vocês não precisam gostar das mesmas bandas, frequentar os mesmos bares, gostar do mesmos sabores de pizza ou ter assistido as nove temporadas daquela série tão famosa. O que é preciso, é preencher aquele espaço vazio do 'ter' alguém.

E quando digo ter, se engana quem associa ao sentimento de posse. Falo do 'ter' leve, simples e prático. Aquilo de ter alguém que é o primeiro a se pensar em ligar para contar sobre um problema, ou uma conquista. Ter a companhia para uma maratona de filmes, e também o parceiro mais animado de uma festa. Ter alguém que te faça enxergar os próprios erros mas que te ajude a evoluir com os mesmos. Ter o sentimento mais simples, mas ao mesmo tempo tão 'inexplicável'.

Vivo tentando entender a existência de tantos guias e manuais sobre o amor, quando a única coisa que deveria ser levada em consideração é o que se sente. Como já disse por aí, o mundo seria bem melhor se as pessoas não jogassem e brincassem tanto umas com as outras.

Se não te faz bem, se não te acrescenta, se não te causa paz, talvez seja a hora de refletir e entender o que realmente tudo isso significa. Se ame, muito. Aprenda a gostar da sua própria companhia e perceba que só vale a pena deixar o espaço do 'ter alguém' ser ocupado por quem faz por merecer.

As ilustrações de Puuung, que mostram que tudo é bem mais simples e especial do que imaginamos, nós é que complicamos.
















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© 2019 por Thaís Marques

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