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  • Thaís Marques

TATTOOS - EXPERIÊNCIAS, SIGNIFICADOS E TATUADORES

Ei! Como estão? Tudo na paz? Na quinta pós feriado fiz uma nova tatuagem e já que sempre me fazem perguntas sobre o assunto, decidi fazer esse post contando sobre os significados e minhas experiências.

Fiz minha primeira tattoo uma semana depois de fazer dezoito anos, como um presente de aniversário. Sempre tive interesse por achar algo lindo 'visualmente' e em determinados lugares do corpo, mas também por marcar momentos e fases na pele, como uma forma de carregar um pouco de cada época além das memórias, mas através de frases e desenhos.

A primeira escolhida foi o trecho 'não ouse desistir de tudo que você sonhou', que vem da música 'Visita' do Esteban, meu artista favorito desde a adolescência. O local escolhido foi a coxa direita e foi feita com o tatuador Adriano Abe, de Garça. A frase se explica por si só, além de ser uma música que sempre gostei muito (e gosto até hoje) me faz pensar em não desistir dos meus sonhos, mesmo hoje vendo o mundo de uma forma diferente e tentando viver um dia de cada vez sem pensar muito no futuro, ainda tem um grande significado quando vez ou outra acabo desanimada por algum motivo. A música é essa (só clicar e ouvir).

Uns dois meses depois fiz mais três pequenas no mesmo dia. Queria algo bonitinho mas não muito grande e chamativo, depois de ver em alguns lugares (na época as referências vinham do Google e Tumblr) decidi por dois lacinhos vermelhos atrás das coxas. Se eles tem algum significado? Não, mas sei exatamente como eu era naquele ano e o quanto mudei. Além deles, no mesmo dia fiz o trecho '...and dreamed of paradise' no braço, que vem da música 'Paradise' do Coldplay. Não sou a maior fã da banda e estou longe de ser, acho as músicas incríveis mas provavelmente conheço apenas uma parte delas. O por que desse trecho? Era uma música que gostava muito e que sempre ouvia junto com amigos, e por me considerar uma pessoa muito 'sonhadora' era o trecho que mais me identificava. Todas essas também feitas em Garça com o tatuador Adriano Abe.

Depois delas, percebi que realmente tinha adquirido gosto e queria uma tatuagem maior. Um dia na faculdade comecei a montar meu próprio rascunho, que foi aprimorado depois. Queria uma coruja, sabia que um de seus significados era a sabedoria, mas também pensava no lado de não ser um animal domesticado e que vivia sempre livre. Foi feita na coxa esquerda, pelo tatuador Adriano Abe de Garça.

Fiquei um bom tempo sem fazer novas tatuagens e quando apareceu a oportunidade, optei por uma média e com vários significados. Nisso surgiu a do braço esquerdo, uma união de uma fita K7, um disco de vinil e um trompete. Sempre me perguntam se gosto de música, mas o significado vai além disso. Tive a presença e companhia do meu avô até os dezesseis anos e queria estar 'sempre com ele' de alguma forma, por isso a tattoo.

Me lembro de grande parte da infância brincar entre as fitas K7 e os discos de vinil enquanto meu avô ensaiava na sala tocando trompete. Sim, ele era músico, e me faltam palavras para expressar o que era como pessoa, ser iluminado e que quis homenagear. Com um toque de 'Thaís' na tattoo, coloquei como título da fita K7 'Adiós Esteban', nome de um dos álbuns do meu favorito. Essa foi feita com o tatuador Marlon Borgo, de Marília.



Na imagem, quatro das minhas oito tatuagens.

Uma semana depois, lá estava no estúdio novamente e dessa vez fazendo uma tatuagem confusa para quem vê, mas com significado pra mim. É um símbolo, que fiz junto uma pessoa que foi muito importante na minha vida, eu no lado interno do braço esquerdo e ele no braço direito. Quem vê, não entende, e essa realmente era a intenção, algo que ficasse apenas entre nós. É a silhueta de dois rostos, um de frente para o outro, feitas em Garça com o tatuador Adriano Abe.

Passei um bom tempo sem tatuar, até que na semana passada mais um desenho foi marcado. Pensei em um animal que tatuaria e a primeira opção foi a raposa, não pensei duas vezes. Queria continuar nessa linha de animais silvestres, e dessa vez o lugar escolhido foi a barriga. Após quatro horas de sessão, fiquei extremamente apaixonada pelo resultado do trabalho do Alan Tajero, de Marília.

A pergunta repetida por muitas vezes em todos esses anos: dói? Sim, óbvio. Alguns lugares mais, outros bem menos, algo suportável. Entre as que tenho, preciso assumir que a mais dolorida foi a última, talvez porque a pele da barriga não é tão firme quanto os outros lugares, mas o resultado compensa.

Se estiver pensando em tatuar, pense bem no desenho e escolha um bom tatuador (recomendo todos que fizeram as minhas), além de se dedicar no pós, como em alimentação e uso de pomadas que auxiliam na cicatrização. Um beijo procêis! :*

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© 2019 por Thaís Marques

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